Stefany Park, gerente de compras da multimarcas NK, revela como a função de buyer alia dados, intuição e conhecimento da consumidora brasileira para transformar tendências em produtos de sucesso.
Formada em moda e com mestrado em negócios em Paris, a profissional frequenta as principais semanas internacionais e precisa prever demandas que ainda não chegaram às ruas brasileiras, equilibrando relatórios operacionais e sensibilidade criativa.
Stefany Park explica trabalho de buyer e estilo autêntico
Park iniciou a carreira no time de estilo da NK em 2017, permaneceu dois anos e optou por aprofundar-se em gestão. De volta ao Brasil, assumiu o posto de buyer, que ocupa há quase sete anos. “São muitas etapas até o produto chegar ao consumidor final”, destaca, referindo-se a análise de vendas passadas, negociação com fornecedores e curadoria de peças que dialoguem com o público da marca.
O olhar apurado também marca o guarda-roupa pessoal. Entre clássicos, há botas de vinil de cano altíssimo e itens de labels como Courrèges e Coperni. “Gosto de misturar masculino, feminino e esportivo, sempre com uma quebra inesperada”, afirma.
Filha de imigrantes coreanos, Park celebra o avanço da representatividade asiática na moda. Ver Jennie, do grupo Blackpink, em campanhas da Chanel reforça seu orgulho: “Se eu puder ser referência para outras meninas, já vale”. Aos jovens que almejam a carreira, ela aconselha paciência e vivência: “Cada experiência nos leva ao lugar que sonhamos”.
Para entender melhor o papel dos compradores de moda no mercado global, o site Business of Fashion destaca que a combinação de análise de dados com intuição é tendência entre grandes varejistas, validando o método de Park.
Imagem: Reprodução
Segundo a buyer, construir um estilo próprio exige autoconhecimento: selecionar peças que reflitam personalidade, investir em bons básicos e ousar em elementos pontuais. “Autenticidade vem de dentro; as roupas só contam a história”, resume.
Em resumo, Stefany Park mostra que a profissão de buyer vai muito além de comprar peças: é leitura de mercado, entendimento cultural e criação de narrativas visuais que conectam marcas e clientes.
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Foto: Reprodução/Instagram @parkstefany


