Tereza Souza BBB converteu a notoriedade obtida no Big Brother Brasil 19 em ferramenta decisiva para combater a dependência química do filho, David, e estimular outras famílias a enfrentarem o vício sem tabu.
Ex-técnica em enfermagem, Tereza tornou-se mãe aos 18 anos e, após a separação, assumiu sozinha a criação de dois meninos. A rotina de até três plantões noturnos por dia a mantinha 24 horas fora de casa, tornando a educação dos filhos um desafio constante.
Tereza Souza BBB usou fama para salvar o filho da droga
O problema ganhou contornos dramáticos quando David, então com 13 anos, teve o primeiro contato com maconha. Aos 15, foi internado e se reabilitou, chegando a iniciar a faculdade e se casar. Em 2019, enquanto o filho aparentava estabilidade, Tereza entrou no BBB ao lado dele, que sonhava participar do programa. O objetivo inicial era angariar recursos para projetos sociais, não para o tratamento de David.
Com a saída do reality e a chegada da pandemia de Covid-19, David sofreu recaída, desta vez envolvendo o crack. O vício consumia a família e já havia exigido investimentos superiores a R$ 100 mil. Diante do desespero, Tereza gravou um vídeo relatando a situação; o apelo viralizou e ocupou diversas páginas de entretenimento.
A ampla visibilidade permitiu internação gratuita para David, além de apoio de ex-dependentes notórios, como Rafael Ilha e Sandro Barros. Tereza também recebeu contribuições financeiras e emocionais de pessoas de todo o Brasil, iniciando uma cruzada pública contra a dependência química.
Nesse período, ela escreveu o livro “Mãe de Um Adicto”, oferecendo o ponto de vista de quem vive a crise dentro de casa. Segundo Tereza, o mercado editorial carece de relatos de mães, pois a maioria das publicações é assinada por médicos e terapeutas. O relato visa mostrar que a doença atinge toda a família, exigindo tratamento coletivo.
Atualmente, David trabalha, desenvolve novos projetos e mantém convívio familiar saudável. Tereza afirma sentir-se curada e pronta para seguir em frente ao lado dele. Sua experiência resultou em palestras e participação em congresso sobre dependência química, onde defendeu que pais e esposas de adictos procurem ajuda antes de tentar auxiliar o dependente.
Imagem: pessoal
O Ministério da Saúde classifica a dependência química como doença crônica, reforçando a necessidade de tratamento especializado e apoio familiar (fonte oficial).
“Espero que minha história inspire coragem”, declara Tereza. Ela aconselha familiares a encararem o vício como patologia, rompendo o ciclo de vergonha e medo que costuma isolar as vítimas.
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Foto: Arquivo pessoal


