A entrada oficial da The Ordinary no mercado brasileiro amplia a promessa feita pela marca canadense desde sua fundação, em 2016: rotinas de cuidados com a pele simplificadas, fórmulas objetivas e valores que cabem no bolso.
A empresa, pertencente ao grupo DECIEM, busca repetir no país o sucesso registrado em diversos mercados internacionais.
Proposta minimalista desde a origem
A estética limpa dos frascos e a rotulagem direta, que destaca apenas os ingredientes ativos, tornaram-se assinatura da marca. Para Amy Bi, vice-presidente global, “não é necessário inventar nomes complicados para vender; basta dizer claramente sobre o que é o produto”.
Rita Silva, gerente de comunicação científica, recorda que, no início, varejistas duvidaram da estratégia. “Diziam que o consumidor não entenderia. Anos depois, estávamos entre as marcas mais vendidas nesses mesmos pontos de venda”, afirma.
Ciência e preço lado a lado
Enquanto boa parte da indústria aposta em embalagens luxuosas e campanhas milionárias, a The Ordinary prioriza pesquisa, desenvolvimento e tecnologia.
A companhia comercializa ativos consagrados—retinol, ácido hialurônico e peptídeos—conhecidos por tratar sinais de envelhecimento, hidratar e melhorar a textura da pele, mantendo valores considerados competitivos. Segundo Amy Bi, parte da produção foi transferida para fábricas brasileiras, medida que ajuda a conter custos e facilita a distribuição.
Os investimentos que poderiam ir para celebridades ou design sofisticado são direcionados a laboratórios e à equipe de cientistas, frequentemente protagonistas de peças publicitárias. Rita Silva explica que esse modelo reduz despesas e fortalece o caráter educativo: “Nosso time científico trabalha lado a lado com o marketing para criar conteúdos que informam e divertem.”
O monitoramento constante das redes sociais também influencia o portfólio. “Se um ingrediente ganha destaque online, testamos, avaliamos e, às vezes, descobrimos novos usos a partir do feedback dos consumidores”, completa.
Transparência como valor essencial
Listar ingredientes de forma clara e comunicar limitações dos produtos integra a cultura interna da marca. Para Rita Silva, transparência envolve toda a cadeia: “Não se resume à fórmula; inclui produção e práticas de negócio.”
Amy Bi cita como exemplo a distribuição gratuita de lotes excedentes causados por erro de estoque e a comunicação prévia sobre qualquer ajuste de preço, para mais ou para menos. “Esse cuidado consolida a confiança”, reforça.
Comunidade como motor de crescimento
Grande parte da divulgação ocorre de forma espontânea em redes como TikTok e Instagram. Consumidores compartilham resultados, indicam rotinas de uso e, na prática, atuam como embaixadores.
“A indústria da beleza pode ser barulhenta”, diz Amy Bi. “Há marcas com orçamentos maiores, mas não precisamos disso para nos destacar; quem ama nossos produtos faz o trabalho por nós.”
Imagem: Divulgação
Esse engajamento sustenta a proposta de educação da The Ordinary. Em vez de prometer transformações milagrosas, a empresa prioriza explicar de forma acessível o que cada ativo pode fazer. “O consumidor muitas vezes é subestimado”, comenta Rita Silva. “Eles só querem honestidade, eficácia e explicações claras, sem precisar de um diploma em química.”
Com presença confirmada em grandes redes de varejo e e-commerce, a expectativa é que a operação nacional fortaleça a democratização dos cuidados com a pele. Para Amy Bi, o objetivo permanece inalterado: “Queremos ampliar o acesso aos ingredientes certos e tornar a inovação acessível, sem complicação.”
As próximas etapas incluem avaliar novos formatos e atender a demandas específicas do público local — um processo que, segundo a marca, seguirá a mesma lógica de ouvir, testar e ajustar rapidamente.
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