Vanessa Crippa expõe vida de WAG longe do luxo e ostentação

Vanessa Crippa, modelo curitibana de 34 anos, decidiu mostrar nas redes sociais que a vida de uma WAG — sigla em inglês para “Wives and Girlfriends” de jogadores de futebol — nem sempre envolve mansões e jatos particulares.

Casada com o atacante camaronês Patrick Soko, hoje no UD Almería, da Espanha, ela ganhou visibilidade registrando os altos e baixos do casal, desde o início modesto no interior do México até a atual fase de estabilidade financeira em solo europeu.

Vanessa Crippa expõe vida de WAG longe do luxo e ostentação

No começo, Crippa relutava em aceitar o rótulo. “Sempre fui independente, mas passei a usar o termo para engajar e mostrar que somos mais do que pensam”, disse à revista Marie Claire. A sinceridade cativou seguidores que se identificam com desafios como contratos curtos, lesões e incertezas típicas do futebol profissional.

A relação dos dois começou em 2016, quando Patrick atuava na segunda divisão mexicana. Durante uma festa, o atleta conheceu Vanessa, que atravessava fase difícil na carreira de modelo, marcada por poucos trabalhos relevantes e a fama de “party girl”. O encontro levou o casal a dividir não apenas o romance, mas também as dificuldades financeiras, agravadas na pandemia de Covid-19, quando o jogador perdeu o contrato e rompeu com o empresário.

Sem perspectiva no México, o casal apostou as últimas economias em uma mudança para a Espanha. “Quem nos acompanha sabe que nossa vida só começou a mudar há menos de um ano”, contou Vanessa. O novo contrato de dois anos no Almería deu fôlego, e a participação de Soko na Seleção de Camarões, na Copa Africana das Nações de 2023, transformou o casal em celebridade no país africano.

A recepção em Camarões surpreendeu a brasileira: uma escolta militar acompanhou o trajeto do aeroporto até a casa da família. “Achei que fosse brincadeira”, lembra ela. Mesmo durante o funeral do sogro, cerimônia realizada meses depois, o clima era de festa, algo que a influenciadora só compreendeu ao entender a cultura local, onde o luto celebra a vida do falecido.

Vanessa afirma não julgar outras mulheres de jogadores que exibem apenas o lado glamouroso. “Ninguém é obrigado a mostrar fraquezas. Mas sempre haverá quem prefira acompanhar perrengues e comemorar conquistas graduais”, explica. A estratégia de conteúdo já rendeu fãs na Espanha, Itália, Marrocos e, claro, no Brasil.

O fenômeno das WAGs chama atenção de especialistas em cultura pop e esporte. De acordo com reportagem da BBC, o termo evoluiu de rótulo pejorativo para um nicho rentável de influenciadoras que transformam o cotidiano em conteúdo.

No Instagram, onde acumula milhares de seguidores, Vanessa alterna vídeos de receitas, treinos e bastidores de jogos do marido. “Quero que, no futuro, nossa família veja de onde viemos e como chegamos até aqui”, conclui.

Para quem acompanha estilos de vida autênticos, a trajetória de Vanessa Crippa mostra que nem toda WAG desfila somente sofisticação: há resiliência, planejamento e muita exposição.

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Crédito da imagem: Reprodução/Instagram

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