Vídeos íntimos de Zoo ganharam ampla circulação on-line nas últimas semanas, provocando uma onda de críticas à cantora e influenciadora. O material, originalmente pago e hospedado em uma plataforma de conteúdo adulto, foi compartilhado sem autorização, cenário que Zoo já considerava possível apesar das barreiras tecnológicas de proteção.
Ao falar à revista Marie Claire, a artista afirmou que a responsabilidade pelo vazamento recai sobre quem divulga “porque eu posto e vendo para assinantes que têm idade para consumir”. A equipe jurídica da plataforma, segundo ela, vem derrubando rapidamente páginas e perfis que replicam os vídeos, emitindo notificações extrajudiciais que exigem remoção em até 24 horas.
Vídeos íntimos de Zoo: influenciadora rebate críticas
O episódio expôs, na avaliação da cantora, a “hipocrisia” de parte do público. “Quem me julga é o mesmo que correu atrás do meu vídeo”, declarou. A curiosidade gerada pela polêmica levou Zoo ao topo do ranking de criadoras da plataforma por três dias consecutivos, resultado direto do aumento de buscas e novos assinantes.
Além do teor sexual do conteúdo, a maternidade da influenciadora passou a ser questionada por internautas. Para Zoo, críticas que tentam ligar seu trabalho à vida familiar são uma tentativa de minar sua autonomia. “Sou ex do Christian (Figueiredo), mas o conteúdo é meu. Use o meu nome”, rebateu, negando que sua escolha profissional tenha motivado o fim do casamento.
A trajetória de Zoo no universo sensual começou cedo. Aos 18 anos, ela posou para a Revista Trip e, em 2014, foi convidada a participar do Suicide Girls, comunidade que reúne modelos alternativas. “Meu corpo nunca foi algo proibido”, explicou, acrescentando que prefere “monetizar o corpo do que divulgar jogos de aposta”.
Questionada sobre o impacto futuro nos filhos, a influenciadora defendeu que a educação em casa é capaz de contextualizar seu trabalho. “Quando eles crescerem, conversarei da mesma forma que converso sobre tudo que é adequado à idade deles”, disse. Ela também enfatizou que a exposição indevida de material +18 para menores é falha de adultos, não de quem produz o conteúdo.
Imagem: Reprodução
Especialistas lembram que o compartilhamento não autorizado de material íntimo configura crime previsto no artigo 218-C do Código Penal. Plataformas e vítimas podem acionar medidas judiciais para remoção rápida, conforme orienta o Guia de Boas Práticas para Proteção de Dados Pessoais.
Em meio à repercussão, Zoo continua investindo na produção de conteúdo adulto e reforça que a decisão de exibir o corpo é pessoal. “Sempre houve mercado, eu só aproveitei as oportunidades”, concluiu.
Quer acompanhar mais pautas sobre imagem, autoestima e escolhas femininas? Visite nossa editoria de Saúde e Beleza e confira os conteúdos mais recentes.
Foto: Reprodução/Acervo Pessoal


