Atendente agredida com chinelo em um mercado do bairro Santa Maria, em Pastos Bons, Maranhão, virou destaque nas redes sociais depois que as câmeras de segurança registraram a discussão entre uma cliente e a funcionária do caixa.
O desentendimento começou quando a mãe percebeu que o filho havia retirado R$ 10 de casa, sem autorização, para comprar doces e figurinhas. Irritada, ela entrou na loja e questionou a compra, alegando: “Eu não mandei, ele pegou em cima da geladeira”.
Atendente agredida com chinelo no MA; vídeo viraliza
A atendente, identificada como Tainara Sousa, explicou detalhadamente os itens adquiridos pela criança, mas a situação escalonou. A cliente, que segurava um chinelo na mão, atingiu primeiro o filho e, em seguida, desferiu uma chinelada no rosto da funcionária. “Eu não tenho culpa”, respondeu Tainara, visivelmente abalada.
As imagens mostram que, logo após a agressão, a mulher deixa o caixa, retorna para novas provocações e o atrito continua. Minutos depois, uma guarnição da Polícia Militar chega ao local, contida pelo chamado do gerente, e conduz ambas à delegacia para prestar esclarecimentos.
O caso, registrado no último sábado (8), ganhou repercussão e foi parar em páginas locais e nacionais. Dos menos de 3 mil seguidores que possuía, Tainara ultrapassou 13 mil em poucas horas. Em seu perfil, ela agradeceu: “Deus no comando de tudo, minha base. Obrigada a todos pelo apoio”.
Especialistas em direito do consumidor explicam que a loja não pode ser responsabilizada quando o menor realiza uma compra sem autorização dos pais, salvo exceções. A orientação é buscar diálogo antes de qualquer atitude agressiva. Matérias relacionadas no G1 Maranhão reforçam a importância de registrar boletim de ocorrência em casos semelhantes.
Imagem: Reprodução
Até o fechamento desta edição, a polícia ainda colhia depoimentos para decidir se a agressora responderá por vias de fato ou lesão corporal leve. A direção do mercado informou que disponibilizou todas as gravações às autoridades.
Para Tainara Sousa, o episódio trouxe amparo virtual, mas também a necessidade de apoio psicológico. Ela pretende voltar ao trabalho quando se sentir segura.
Foto: Reprodução/Instagram
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