Roseana Sarney enfrenta câncer de mama agressivo

Roseana Sarney câncer de mama é a expressão que melhor resume o momento vivido pela deputada federal do MDB-MA, de 71 anos. Com um histórico de 25 cirurgias anteriores, a parlamentar descobriu em agosto do ano passado um tumor triplo negativo de quase 3 cm no seio esquerdo, considerado um dos subtipos mais agressivos da doença.

A identificação ocorreu durante um check-up no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, depois de exames de mamografia e ultrassom indicarem a necessidade de biópsia. O resultado colocou Roseana diante do estágio 3, de 4 possíveis, exigindo um plano terapêutico complexo que combinou quimioterapia, imunoterapia, mastectomia bilateral e quimioterapia oral.

Roseana Sarney enfrenta câncer de mama agressivo

Para conduzir o tratamento, formou-se uma equipe multidisciplinar liderada pelo oncologista Artur Katz, diretor do Centro de Oncologia do Sírio-Libanês, e composta ainda pelos médicos Roberto Kalil, Raul Cutait, David Uip e Marianne Pinotti. A deputada licenciou-se da Câmara e mudou-se provisoriamente para São Paulo, ciente de que passaria longos meses entre internações e repouso.

Os primeiros ciclos de quimioterapia intravenosa ocorreram em internações semanais entre domingo e terça-feira. Já na terceira aplicação, porém, uma queda drástica de imunidade forçou a suspensão temporária das drogas. Quando o protocolo foi retomado, uma reação alérgica violenta provocou coceira intensa e sinalizou a sucessão de intercorrências que viria a seguir: infecção na corrente sanguínea, anemia, infecção abdominal, hipotensão e, a mais grave, uma embolia pulmonar.

As complicações também afetaram a chamada “quimio vermelha”. Prevista para quatro sessões, parou na terceira por risco de óbito, e uma pneumonia adiou a mastectomia. A cirurgia de remoção das duas mamas acabou acontecendo com a presença dos pais da deputada, o ex-presidente José Sarney, 95, e Marly Sarney, 94, trazidos do Maranhão a pedido da filha.

Na etapa atual, Roseana ingere quimioterapia oral. A dose, planejada para subir de quatro para seis comprimidos diários, precisou ser mantida no patamar mais baixo após avaliação clínica. “Quero seguir o protocolo completo, mesmo que sofra mais, porque sei que é a minha cura”, declarou.

Impacto físico e emocional

Apesar da experiência com um câncer de mama anterior, em 2000, tratado apenas com quadrantectomia, a deputada admite que subestimou a agressividade do tumor triplo negativo. A perda de cabelos, sobrancelhas e cílios foi assumida publicamente; a peruca comprada acabou arquivada. “O que me incomoda é a imprevisibilidade”, afirmou, lembrando que em cirurgias passadas bastava o procedimento para sentir-se curada.

A rotina hospitalar inclui momentos diários de oração. A fé, diz ela, ajuda a manter a sanidade. Entre os objetos que carrega está um maço de orações impressas, organizadas por intenções — da saúde dos pulmões à proteção dos profissionais que a assistem. Positividade também faz parte da estratégia: “Se eu tenho câncer, é porque tenho força para lutar”.

Próximos passos e perspectivas

Exames como o PET-scan determinarão a eficácia do tratamento e a necessidade de ajustes. Até lá, Roseana mantém a certeza de que enfrentará novas barreiras, mas confia na equipe médica e no próprio histórico de superação. A determinação encontra respaldo em dados que apontam avanços no diagnóstico precoce e na sobrevida de pacientes, conforme estudos divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer.

Mesmo afastada das sessões da Câmara, a deputada acompanha remotamente votações e garante que pretende retomar as atividades políticas quando clinicamente liberada. O futuro, admite, permanece “um ponto de interrogação”, mas não motivo para paralisia.

Para quem convive com o diagnóstico, Roseana recomenda insistir nas consultas de rotina e manter redes de apoio. “Se eu não tivesse feito aquele exame no dia 11 de agosto, talvez descobrisse tarde demais”, observou.

Resumo: a trajetória de Roseana Sarney evidencia a complexidade do câncer de mama triplo negativo, reforçando a importância do rastreamento, da adesão terapêutica e do suporte emocional. Quer entender como cuidar melhor do seu corpo durante tratamentos intensos? Visite nosso conteúdo sobre autocuidado em Saúde e Beleza e continue acompanhando nossas atualizações.

Crédito da imagem: Getty Images

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