Kelly Key relata pressão e prioriza saúde mental na carreira. Aos 17 anos, Kelly Key estourou no pop nacional com o álbum homônimo de 2001, que ultrapassou 500 mil cópias e emplacou hits como “Baba”, “Anjo” e “Cachorrinho”. Mais de duas décadas depois, a artista expõe a intensidade daquele período e afirma ter chegado “a ponto de enlouquecer”.
A cantora carioca diz sentir orgulho de seu legado e valoriza o reconhecimento de nomes atuais do pop, como Anitta, Luísa Sonza e Ludmilla. Mesmo assim, recorda que a rotina exaustiva da indústria provocou problemas físicos e emocionais que a levaram a frear a carreira musical após o sexto álbum, “Por que não?”, lançado em 2008.
Kelly Key relata pressão e prioriza saúde mental na carreira
Em entrevista à revista Marie Claire, Kelly revelou ter desenvolvido hérnia de disco, úlcera aos 18 anos, crises de ansiedade e episódios de desmaio em pleno palco. “Quando percebia que estava chegando ao limite, eu dizia: ‘Não quero’. A pressão era desumana”, contou.
A artista relata que recusou propostas internacionais para manter o equilíbrio entre a maternidade – teve a primeira filha, Suzanna, aos 17 anos – e a vida profissional. Comentários depreciativos sobre o corpo e cobranças de metas “escravizantes” vindas de executivas da gravadora agravavam o cenário, segundo ela.
Buscar uma rotina estável levou Kelly Key à televisão. Em 2009, assumiu por três meses a apresentação dominical do “Hoje em Dia”, na Record. Ela considera a experiência fundamental para conhecer “o vício da paz”: horários definidos, férias e a chance de levar a filha à escola.
Com o avanço das redes sociais, a cantora transformou-se em empresária e influenciadora digital, somando mais de 15 milhões de seguidores. Mesmo distante dos palcos – seu último trabalho musical, de 2020, reuniu três inéditas e releituras –, ela admite que abandonaria tudo para apresentar um programa de TV. “Amo me comunicar”, resume.
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Apesar do afastamento parcial da música, Kelly Key reforça que continua motivada pelo movimento feminino de “libertação, voz e valor” que, segundo ela, vai além das canções. Evitar novas crises e preservar a saúde mental seguem como prioridades.
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