Álbum CARRANCA de Urias celebra prosperidade negra

Álbum CARRANCA de Urias celebra prosperidade negra e consolida 2025 como ponto de virada na trajetória da cantora mineira. Lançado em outubro, o terceiro disco de estúdio da artista de 31 anos mergulha na ancestralidade africana para discutir identidade, resistência e futuro da música brasileira.

Logo nas primeiras faixas, Urias revisita narrativas de deuses egípcios e orixás, especialmente Exu, invocando a cor vermelha para simbolizar caminhos e transformações. A cantora, que ganhou projeção nacional com o single “Diaba” em 2019, agora apresenta um trabalho mais autônomo, seguro e conceitualmente coeso.

Álbum CARRANCA de Urias celebra prosperidade negra

CARRANCA faz referência direta ao amuleto presente em religiões de matriz africana, usado para afastar energias negativas. Essa imagem aparece tanto na capa fotografada por Isaac de Souza Sales quanto na direção criativa afro-surrealista assinada por Ode. Urias explica que “nossa herança é poder deixar para os próximos o caminho de volta”, sintetizando a importância de manter viva a memória negra.

A artista também busca inspiração no Egito, com atenção especial à Etiópia, país que registra as primeiras populações negras vivendo em prosperidade. Esse recorte histórico orienta a maneira como Urias reconstrói um Brasil marcado por contradições coloniais, expondo feridas abertas, mas apontando possibilidades de renascimento.

Musicalmente, o álbum cruza ritmos de origem negra — jazz, rap e R&B — criando uma sonoridade plural que se recusa a caber em rótulos. Em “Vontade de Voar”, Urias canta “Escancarei a porta para a próxima passar”, reafirmando seu compromisso em abrir caminhos para artistas pretas, femininas e trans, grupo que permanece entre os mais vulneráveis do país.

O projeto vem recebendo elogios de veículos especializados; a Rolling Stone Brasil destacou a “versatilidade musical” e a “identidade visual impecável” que acompanham o disco. Para muitos críticos, CARRANCA posiciona Urias como uma das promessas mais sólidas da cena contemporânea.

Embora trate de passado e ancestralidade, o álbum olha para frente. O ano de 2025 surge, nas palavras da própria artista, como momento de virada: maior autonomia na composição, controle criativo ampliado e domínio completo da mensagem que deseja transmitir ao público.

Com linguagem direta, Urias mostra que prosperidade negra não é apenas um conceito histórico, mas um projeto cultural em andamento. Ao conjugar referências sagradas e sons urbanos, ela amplia o debate sobre pertencimento e sensibilidade, reafirmando o papel da música como ferramenta de transformação social.

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Crédito da imagem: Isaac de Souza Sales

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