AVC aos 47 anos: nutricionista relata primeiros sintomas

AVC aos 47 anos mudou a rotina da nutricionista Gabriella Behrmann, em Feira de Santana (BA), na hora do almoço de 18 de fevereiro de 2026. O ardor repentino nos olhos e uma tontura insistente foram os primeiros sinais do acidente vascular cerebral, quadro que evoluiu em poucos minutos e exigiu socorro imediato dentro do próprio hospital onde ela trabalha.

Sem dor de cabeça – sintoma clássico que não apareceu – a profissional avisou colegas de que precisava ir para a emergência. Quando tentou deixar a cadeira, percebeu que já não conseguia sustentar o próprio corpo. A pressão arterial elevada e episódios de vômito reforçaram a suspeita da equipe: tratava-se de um AVC hemorrágico.

AVC aos 47 anos: nutricionista relata primeiros sintomas

A tomografia confirmou o sangramento cerebral, e Gabriella foi encaminhada direto para a UTI, onde permaneceu até 25 de fevereiro. Segundo ela, o período de internação revelou o apoio dos colegas, que se revezavam em visitas controladas para evitar picos de pressão. Uma copeira chegou a levar as refeições até o leito para que a paciente se alimentasse ainda quente.

Somente após cinco dias, com a pressão estabilizada e a retirada de um dos medicamentos intravenosos, Gabriella deu os primeiros passos fora do leito. Transferida para o quarto, realizou ressonância cerebral e recebeu alta em 1.º de março. No dia 5, já iniciava fisioterapia intensiva.

O acidente vascular cerebral comprometeu principalmente o lado direito do corpo. A nutricionista descreve a evolução dos sintomas: de dormência inicial para formigamento contínuo da cabeça aos pés. O fisioterapeuta considera o quadro dentro do esperado e reforça que a reabilitação deve prosseguir para recuperar força e coordenação.

Para a neurologista Renata Nunes, que acompanha o caso, o stroke pode ter sido desencadeado pelo uso crônico de prednisona. O corticóide, prescrito para controlar uma alergia alimentar, possivelmente elevou a pressão arterial e facilitou a ruptura de um vaso cerebral. A hipótese ainda carece de comprovação, mas reforça a necessidade de monitorar a pressão de quem utiliza a medicação por longos períodos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o AVC é a segunda principal causa de morte no mundo e pode ocorrer em qualquer faixa etária. A neurologista adverte que fraqueza súbita, dificuldade para falar, alteração na visão ou tontura inesperada nunca devem ser ignoradas, mesmo em pessoas jovens.

Atualmente, Gabriella já consegue caminhar dentro de casa, cuidar da higiene pessoal e tomar banho com auxílio de cadeira adaptada. Foram 11 sessões de fisioterapia até agora, e o plano é ampliar o número nas próximas semanas. “Voltar a andar sozinha era meu primeiro objetivo”, conta.

O caso destaca que identificar rapidamente os sintomas de AVC e buscar atendimento emergencial aumentam as chances de sobrevivência e reduzem sequelas. A demora em reconhecer sinais, sobretudo em mulheres mais jovens que não se veem em grupos de risco, pode levar a consequências graves, alerta a especialista.

Resumo: a experiência de Gabriella reforça o papel da informação e do diagnóstico precoce no combate ao acidente vascular cerebral. Fique atento a qualquer sintoma neurológico repentino e procure ajuda médica imediatamente.

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Crédito da imagem: Arquivo pessoal

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