Coleção Transe de Paula Raia marca o desfile de inverno 2026 apresentado nesta terça-feira (24) na Galeria Pivô, no centro de São Paulo. A estilista propôs uma imersão no instante que precede a criação, definido por ela como “o momento de transe que antecede pôr a mão na massa”.
Com 16 anos de trajetória, a marca reafirma seus códigos autorais ao imaginar uma mesa de diálogo com artistas como Lygia Clark, Joni Mitchell e Joan Mitchell. O resultado surge em tons de rosa, azul-cobalto e verde que iluminam a cartela clássica de marrom, bege e preto.
Coleção Transe de Paula Raia estreia na Galeria Pivô
Na passarela, volumetrias e texturas criam um jogo de percepção: rendas, laises e tules ganham força ao lado de tricô, couro e jeans. Corsets, bloomers e shorts rendados deixam o universo da lingerie para integrar o vestuário cotidiano, mantendo a assinatura delicada da designer.
Um dos pontos altos foi a cápsula em denim, criada com a Canatiba Têxtil. O tecido traz fibras Tencel Lyocell obtidas da celulose de madeira de origem sustentável, solução que reduz emissões de carbono e consumo de água — abordagem alinhada às diretrizes da indústria limpa, defendidas por especialistas como os do Fashion Revolution.
Expandindo fronteiras, Paula Raia apresentou sua primeira linha de cerâmicas: colares, jarros, castiçais e pratos que flutuam sobre o corpo como objetos escultóricos, evocando as experiências sensoriais de Lygia Clark. A grife lançou também sua coleção inaugural de óculos, que passa a integrar permanentemente o universo criativo da etiqueta.
Imagem: Divulgação
Ao explorar música, forma e pintura em uma narrativa coesa, a coleção Transe demonstra como o trabalho profundo em identidade própria consolida a marca no cenário brasileiro de moda autoral.
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