Fisioterapeuta fratura coluna no pilates e mira maratona

Fisioterapeuta fratura coluna no pilates e transforma a própria reabilitação em motivação para correr uma maratona. Carla Rygaard, 34 anos, registrava um vídeo promocional no estúdio onde trabalha, em setembro de 2024, quando perdeu o controle no exercício shoulder stand, despencou do aparelho e caiu de costas no chão.

A profissional sentiu dor instantânea, acompanhada de forte pressão na lombar que irradiava para quadris e pernas. Sem o celular por perto, precisou de 15 minutos para se erguer apenas com apoio dos braços, pegar o telefone e chamar a mãe, que a levou ao hospital.

Fisioterapeuta fratura coluna no pilates e mira maratona

Na emergência, a radiografia confirmou a fratura com deslocamento de vértebra. Apesar da gravidade, o caso não exigiu cirurgia; o tratamento incluiu colete lombar por dois meses. Durante a recuperação, imagens de corredoras nas redes sociais despertaram em Carla um sonho antigo: calçar tênis e correr.

Do colete às primeiras passadas

Após receber alta, em novembro de 2024, a fisioterapeuta conversou com o neurocirurgião sobre iniciar caminhadas. Ele avisou que a progressão até a corrida seria improvável. Mesmo assim, em dezembro, Carla tentou andar 200 metros, sentiu dor aguda no glúteo e voltou para casa chorando. No dia seguinte, insistiu e avançou um pouco mais.

No fim do mesmo mês já trotava pequenos trechos e, motivada, inscreveu-se em uma prova de 5 km. Alternou corrida e caminhada, mas cruzou a linha de chegada radiante. Com apoio do namorado, personal trainer, manteve os treinos e, em maio de 2025, completou 5 km sem parar. Pouco depois, alcançou 15 km e estabeleceu a nova meta: tornar-se meia-maratonista ainda em 2026.

Pilates continua seguro, dizem especialistas

A fisioterapeuta Carolina Campanari Rorato, especialista em pilates e reabilitação postural, afirma que o método permanece entre os mais seguros para prevenção e tratamento de lesões. Segundo ela, traumas costumam ocorrer por aplicação inadequada, falta de supervisão profissional ou treino exaustivo. A Sociedade Brasileira de Coluna também reforça que fatores como fadiga muscular aumentam o risco de acidentes e que a dor aguda é sinal de alerta para interromper a atividade.

Rorato lembra que sentir esforço é esperado, mas pontadas, formigamento, perda de força ou sintomas que persistem após a aula exigem avaliação imediata. Para garantir a segurança, ela recomenda avaliação individualizada, progressão gradual e execução correta dos movimentos.

Nova perspectiva e mensagem de superação

Carla hoje treina com assessoria esportiva, relógio de corrida e acompanhamento nutricional. A prova de 21 km está agendada para novembro. “Não sou a mesma pessoa de antes da fratura. Valorizo meu corpo e quero seguir em frente, mesmo sabendo que não é fácil”, diz. Para quem passa por situação semelhante, ela deixa o recado: “Com apoio certo, é possível ir além”.

Resumo: da queda no estúdio ao sonho da meia maratona, a trajetória de Carla evidencia a importância da orientação profissional tanto no pilates quanto na corrida.

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Crédito da imagem: Arquivo pessoal

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