Programadora trans cria IA que combate ódio a LGBTQIAPN+. Aos 40 anos, a brasileira Veronyka Gimenez transformou décadas de vivência na tecnologia em uma ferramenta capaz de identificar ataques virtuais à comunidade LGBTQIAPN+, conquistando reconhecimento fora do país.
De infância marcada por videogames e curiosidade sobre o poder das CPUs, Veronyka mergulhou no hackeamento na adolescência, empregou o conhecimento em multinacionais de tecnologia e, aos poucos, direcionou a carreira para causas sociais.
Programadora trans cria IA que combate ódio a LGBTQIAPN+
Em 2008, ela formou um grupo para discutir programação e política. Cinco anos depois, participou de projetos da Prefeitura de São Paulo, contribuindo para ciclovias e habitação social. A percepção do avanço de discursos autoritários motivou a criação do Código Não Binário, organização que debate diversidade no ambiente digital, financiada pelo Fundo Brasil e pelo programa Digital Democracy Initiative.
TybyrIA: primeiro modelo em português contra discurso de ódio
Do coletivo nasceu a TybyrIA, sistema de inteligência artificial treinado para detectar transfobia, homofobia, lesbofobia, bifobia e citações ao “nome morto”. A base de dados foi construída a partir de ataques reais sofridos por convidados de um podcast do grupo. A solução opera gratuitamente no Radar Social LGBTQIA+, mapeia publicações tóxicas e orienta punições a usuários que propagam violência.
Premiação internacional em Istambul
Em novembro de 2025, a iniciativa recebeu o Du Bois Prize de Menção Especial durante conferência de platform cooperativism em Istambul, Turquia. O reconhecimento reforçou a credibilidade da TybyrIA e abriu portas para diálogo com grandes empresas de tecnologia, desafio que a programadora aponta como crucial diante do avanço conservador global. Segundo Veronyka, “dados são o novo petróleo” e, quando direcionados ao bem comum, geram riqueza social.
Educação e inclusão digital contínuas
Além da ferramenta, o Código Não Binário oferece oficinas e conteúdos on-line para formar profissionais comprometidos com ética e inclusão. A hacktivista defende que a popularização de tecnologias responsáveis é fundamental para combater “colônias digitais” alimentadas por algoritmos sensacionalistas.
Imagem: Divulgação
Para saber mais sobre iniciativas de combate ao discurso de ódio, a Organização das Nações Unidas mantém diretrizes públicas em un.org, que reforçam a importância de soluções tecnológicas aliadas a políticas inclusivas.
Resumo: a trajetória de Veronyka Gimenez mostra como conhecimento técnico, ativismo e cooperação internacional podem fortalecer a segurança da comunidade LGBTQIAPN+ no espaço on-line. Continue acompanhando iniciativas transformadoras em nosso portal de beleza e bem-estar em MelhorShampoo.pro e descubra outras histórias inspiradoras.
Foto: Divulgação/Código Não Binário


