Geração Z quer contexto nas cenas de sexo, diz pesquisa

Geração Z quer contexto nas cenas de sexo, diz pesquisa. O grupo etário, alvo de frequentes debates sobre suposto puritanismo, demonstrou alto interesse por sequências eróticas quando elas oferecem narrativa consistente, aponta levantamento da revista Cosmopolitan US.

Realizada em 2025 com mais de 450 leitores maiores de 18 anos, a pesquisa revelou que 86% dos entrevistados aprovam cenas quentes em produções audiovisuais. Entre os participantes da Geração Z, 71% afirmaram que chegariam a assistir a um filme ou série apenas pela presença de sexo explícito.

Geração Z quer contexto nas cenas de sexo, diz pesquisa

O dado contrasta com um estudo de 2023 do Centro de Acadêmicos e Contadores de Histórias da Universidade da Califórnia, segundo o qual 48% dos jovens de 13 a 24 anos não consideravam o sexo essencial para a maioria das tramas. A comparação sugere que a questão central não é a existência da nudez, mas a forma como ela é incorporada ao enredo.

A Cosmopolitan detectou que a nudez frontal é aceita por 46% dos respondentes, embora 90% afirmem que ela não seja imprescindível para despertar excitação. Exemplos recentes confirmam a tendência: a cena do cuspe na boca em “Pecadores” e o beijo triplo de “Rivais” ganharam repercussão sem recorrer a sexo explícito, utilizando metáforas – como o tênis no longa de Luca Guadagnino – para representar desejo.

Buscando entender o que torna uma cena atraente, o estudo destacou elementos valorizados pelos jovens: química entre os atores, desenvolvimento emocional e representatividade. Entre os entrevistados LGBTQIA+, 67% pediram mais sequências envolvendo personagens queer, demonstrando que identificação pesa mais que nudez gratuita.

Para a professora de estudos de mídia da Universidade da Califórnia, Jane Doe, citada no relatório do centro acadêmico, “o interesse persiste, mas o público espera autenticidade”. A declaração reforça a percepção de que a Cosmopolitan oferece: não há aversão ao sexo; há exigência de qualidade narrativa.

Os números, portanto, desmontam a ideia de puritanismo da Geração Z. O desejo existe, mas vem acompanhado de critérios: cenas devem dialogar com a história, evitar objetificação e ampliar a diversidade de corpos e orientações.

No mercado audiovisual, entender essa demanda pode impactar diretamente a produção de roteiros e a contratação de coordenadores de intimidade, profissionais que asseguram respeito e veracidade em sequências eróticas.

Em síntese, a Geração Z aceita – e até busca – cenas de sexo, desde que elas sirvam ao enredo, promovam representatividade e despertem emoção além da nudez.

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Crédito da imagem: Marie Claire

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