Lifting facial deixou de ser um procedimento reservado a quem já passou dos 60. Dados recentes apontam que, hoje, um terço das cirurgias é realizado em pacientes de 35 a 55 anos, reflexo de técnicas mais avançadas e de um novo conceito de beleza que prioriza resultados discretos.
Um exemplo é Pauline*, que, aos 44 anos, marcou consulta para corrigir flacidez que a fazia “parecer cansada”. Ela decidiu operar no ano em que completou 45, convencida de que o espelho já não refletia seu estado de espírito.
Lifting facial conquista mulheres de 40 anos em alta
A tendência é confirmada pela American Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery, que indica crescimento constante da procura por lifting facial profundo, técnica capaz de reposicionar músculos e tecidos abaixo do SMAS (sistema músculo-aponeurótico superficial) sem congelar as feições.
Métodos evoluem e atraem novas faixas etárias
De acordo com a cirurgiã francesa Natalie Rajaonarivelo, há poucos anos pacientes de 60 anos se consideravam “muito jovens” para o lifting. Hoje, mulheres de 45 levam fotos de antes e depois e perguntam se já estão aptas ao procedimento. O avanço inclui anestesia local, combinação com blefaroplastia e lipoenxertia para restaurar volumes, além de cicatrizes mais discretas.
Do “retorno ao passado” ao “embelezamento”
Nos Estados Unidos, cirurgiões como Ariel Rad observam procura ainda mais precoce, inclusive de mulheres na casa dos 30 anos, interessadas em “otimizar” o rosto. O objetivo vai além de recuperar traços antigos; é esculpir contornos, suavizar sulcos nasogenianos e definir a mandíbula, criando o que profissionais chamam de “rosto mais harmonioso”.
Celebridades reforçam o efeito rede social
Casos públicos, como o de Denise Richards, 55, que exibiu resultado do lifting no Instagram, e o rejuvenescimento comentado de Kris Jenner, 70, alimentam discussões online sobre técnicas profundas. A pergunta “o que ela fez?” trocou o tom de crítica pela curiosidade clínica, impulsionando buscas em consultórios.
Limitações de alternativas não invasivas
Especialistas lembram que o boom de preenchedores com ácido hialurônico produziu rostos pesados e migração de produto, fenômeno apelidado de “fadiga de preenchimento”. Muitas mulheres agora rejeitam injeções e preferem corrigir flacidez direto na estrutura muscular, aceitando pequena cirurgia em troca de resultado duradouro e natural.
Imagem: Divulgação
Envelhecer bem, não parar o tempo
Para o sociólogo David Le Breton, a sensação de envelhecer chega mais cedo na era das selfies. Ainda assim, pacientes entendem que o lifting facial pode, no máximo, rejuvenescer cerca de dez anos. “Não congelamos ninguém no auge”, explica o cirurgião Alexandre Marchac, “apenas permitimos que envelheçam com elegância”.
No consultório, esse desejo aparece em falas como a de Carla, 52: “Trabalho, viajo, pratico esportes; quero que meu rosto mostre como me sinto”. O procedimento torna-se, assim, parte de um planejamento de bem-estar que começa antes dos 50.
Com métodos menos invasivos, cicatrizes ocultas e recuperação mais rápida, o lifting facial consolida-se como opção para quem busca contornos firmes sem perder expressão, transformando a década dos 40 no novo palco da cirurgia.
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Crédito da imagem: Marie Claire/Com apoio de IA


