Tyra Banks processa Netflix por edição difamatória

Tyra Banks processa Netflix alegando que o documentário “Reality Check: Inside America’s Next Top Model”, lançado em fevereiro, mutilou suas declarações para criar uma narrativa difamatória.

A ação, protocolada no sábado, 13 de junho, nos Estados Unidos, afirma que a plataforma de streaming e os produtores aplicaram “edição seletiva, omissão deliberada e manipulação cirúrgica” de trechos de uma entrevista de três horas e meia concedida pela apresentadora.

Tyra Banks processa Netflix por edição difamatória

Segundo o processo, apesar do longo depoimento, a ex-modelo de 52 anos aparece apenas 16 minutos na série. Os advogados sustentam que o resultado final não corresponde a um documentário, pois teria fabricado drama e “narrativas construídas” incompatíveis com o gênero factual.

Entenda o cerne da acusação

O ponto mais sensível envolve um episódio da segunda temporada de “America’s Next Top Model” (ANTM), em que a participante Shandi Sullivan relata uma suposta agressão sexual. De acordo com Banks, a montagem faz parecer que ela teria permitido o abuso, explorado o trauma para audiência e, posteriormente, esquecido o ocorrido. A petição descreve essa versão como “completa invenção” transmitida a milhões de assinantes globais.

Pedido de indenização

A apresentadora solicita que um júri popular fixe o valor da reparação financeira. O processo também enfatiza que Banks aceitou participar da produção para discutir “sucessos e falhas” de ANTM, assumindo responsabilidades quando cabível. Entretanto, a edição final teria deturpado essa intenção original.

Resposta da Netflix

Até o momento, a Netflix, a EverWonder Studio, a Wise Child Studio, os produtores Mor Loushy e Daniel Sivan, além de Shandi Sullivan, não responderam aos pedidos de comentário da revista People, que publicou a notícia em primeira mão.

“Os espectadores de um documentário não esperam drama fabricado; esperam fatos”, reforça a petição, acrescentando que a série prometia exatamente isso ao público.

O caso coloca em debate os limites éticos da edição em obras classificadas como documentais e pode abrir precedente sobre a responsabilidade de plataformas de streaming na veiculação de conteúdos potencialmente difamatórios.

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Crédito da imagem: Reprodução

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