Wet hair marcou presença absoluta na temporada de Primavera 2026 em Paris, confirmando que o visual molhado segue como principal aposta capilar para o próximo ano.
A técnica, que usa sprays, géis ou mousse para dar brilho intenso e fixação, apareceu em versões ultra alinhadas, com topetes volumosos ou apenas concentrada no topo da cabeça, adaptando-se a diferentes estilos de desfile e reforçando sua versatilidade.
Wet hair domina passarelas de Paris e promete ditar 2026
Entre as grandes maisons, Balmain abriu caminho ao combinar o espírito praiano de Olivier Rousteing com fios penteados para trás e franjas laterais marcantes. A leitura sofisticada de Damien Boissinot uniu descontração e elegância, lembrando um cabelo recém-saído do mar.
Versões polidas e glamour revival
Na estreia da Mugler sob o comando de Miguel Castro Freitas, o hairstylist Anthony Turner preferiu um wet hair mais discreto: coques baixos, ultra polidos e quase colados ao couro cabeludo, evocando o glamour de Hollywood das showgirls — referência que a revista Vogue Paris define como “espetáculo em estado puro” (Vogue).
Textura natural e volume controlado
Rabanne, guiada por Julien Dossena, levou a inspiração marítima à beira-mar. O cabeleireiro Duffy combinou textura natural e topete alto no topo da cabeça, criando contraste entre movimento e controle.
Esporte-chique e nostalgia oitentista
Em Lacoste, Pelagia Kolotouros trouxe a estética pós-competição. Damien Boissinot aplicou efeito molhado apenas no topo, com risca central marcada e comprimento livre, sintetizando o esporte-chique da coleção. Já em Chloé, Chemena Kamali revisitou os anos 1980: o cabelo veio penteado para trás, topete lateral e brilho intenso.
Alta costura precisa e luxo silencioso
A aguardada estreia de Pierpaolo Piccioli na Balenciaga apresentou coques baixos rentes à cabeça, reforçando a precisão clássica da maison. Pieter Mulier, na Alaïa, apostou no “clean girl” com coques e rabos de cavalo super polidos, sem risca, entregando luxo silencioso.
Imagem: Getty s
Elegância equestre da Hermès
Nadège Vanhee-Cybulski celebrou o hipismo moderno na Hermès; Gary Grill aplicou o wet hair de duas formas: fios soltos penteados para trás, com brilho apenas na raiz, e rabos baixos impecavelmente alinhados.
Do beachy hair de Balmain ao coque rente da Balenciaga, o acabamento molhado provou ser maleável e capaz de transitar entre casualidade e sofisticação. A aposta unânime dos hairstylists sinaliza que, em 2026, produtos de fixação e brilho serão indispensáveis para quem deseja aderir à tendência.
Para quem acompanha tendências capilares, vale adicionar sprays de efeito molhado ao nécessaire e praticar diferentes finalizações em casa, adaptando o grau de brilho e fixação ao estilo pessoal.
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Crédito da imagem: Getty Images


