Xuxa defende genro João Lucas nas redes sociais depois que o cantor expôs ofensas homofóbicas sobre sua masculinidade. A apresentadora reagiu em apoio ao marido de sua única filha, Sasha Meneghel, chamando os críticos de “povo chato”.
O episódio ganhou repercussão quando João Lucas, 22, publicou um vídeo no Instagram relatando frases preconceituosas que costuma ouvir, como “Essa Coca é Fanta”, “Por que não sai do armário?” e “Esse aí morde a fronha”. A gravação motivou a resposta pública da sogra.
Xuxa defende genro João Lucas após ataques homofóbicos
Nos comentários do desabafo, Xuxa foi direta: “Porra, toma… povo chato (parabéns)”. O apoio da apresentadora gerou vasta mobilização de seguidores que condenaram a homofobia dirigida ao artista, integrante da dupla gospel Um44K.
João Lucas, que se apresentou na edição 2025 do festival The Town, havia revelado desconforto com questionamentos sobre sua sexualidade. Segundo ele, o hábito de usar roupas consideradas femininas e sua voz suave são alvos constantes de piadas, mesmo depois do casamento com Sasha em 2021.
Em nota, entidades de direitos humanos apontam que ataques virtuais motivados por orientação sexual real ou suposta configuram crime no Brasil desde 2019. Dados do Ministério dos Direitos Humanos indicam crescimento de 18% nas denúncias de discriminação online no primeiro semestre deste ano.
Repercussão e solidariedade
Após a manifestação de Xuxa, fãs e celebridades reforçaram mensagens de apoio ao casal. A cantora Priscilla Alcantara escreveu: “Que Deus abençoe vocês e cale qualquer mentira”. Entre os seguidores, comentários pedem mais rigor das plataformas para coibir discursos de ódio.
Nem João Lucas nem Sasha comentaram novamente sobre o assunto, mas fontes próximas afirmam que o casal pretende usar a visibilidade para campanhas de conscientização. Já Xuxa, atualmente em turnê de divulgação de um documentário, não voltou a se manifestar.
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Entenda a lei
O Supremo Tribunal Federal equiparou a homofobia ao crime de racismo em 2019. Assim, ofensas como as dirigidas a João Lucas podem resultar em pena de um a três anos de reclusão, além de multa.
Especialistas recomendam que vítimas salvem provas digitais e registrem boletim de ocorrência. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) atua em São Paulo para esses casos.
O caso reforça debates sobre machismo e estereótipos de gênero no meio artístico. Pesquisas citadas no relatório “Diversidade e Música”, da Universidade de São Paulo, mostram que 62% dos músicos já presenciaram comentários homofóbicos nos bastidores.
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